Sobre o NORTE
Grupo de Estudo NORTE:
Redes, Territórios e Equidade
O NORTE – Grupo de Estudo Redes, Territórios e Equidade está vinculado ao Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA, do Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia.
O grupo surge no contexto da criação da área de pesquisa Política, Planejamento e Gestão em Saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia, fortalecendo uma agenda científica voltada à análise das políticas públicas, dos sistemas e serviços de saúde, das redes de atenção, dos territórios e das desigualdades em saúde na Amazônia Legal e na Pan-Amazônia.
O NORTE nasce com o objetivo de produzir conhecimento a partir de perguntas situadas nos territórios, reconhecendo as desigualdades estruturais, as assimetrias de poder, os modos de vida, as distâncias geográficas e a multiplicidade de vozes que compõem a Amazônia.
Suas atividades se organizam em torno de três principais linhas de pesquisa: (1) Organização de Serviços em Territórios Rurais e Remotos; (2) Planejamento e Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde; e (3) Controle do Tabaco.
Mais do que um grupo de estudos, o NORTE se constitui como um espaço de produção científica comprometido com a escuta ativa, com a valorização das identidades locais e com a análise crítica das realidades da região Norte. Seu ponto de partida é compreender a saúde coletiva a partir dos modos de vida, das redes de cuidado, das desigualdades persistentes e das formas próprias de viver, resistir e produzir saúde na Amazônia.
-
Organização de Serviços em Territórios Rurais e Remotos
Dedica-se ao estudo da organização dos serviços de saúde em contextos rurais, remotos e amazônicos, com ênfase na Atenção Primária à Saúde, na regionalização, nas Redes de Atenção à Saúde e na incorporação do espaço como categoria de análise das políticas públicas de saúde.
-
Planejamento e Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde
Concentra-se na análise da gestão pública da saúde, das relações intergovernamentais, dos processos de descentralização e regionalização, bem como dos mecanismos de coordenação, regulação, financiamento, planejamento e avaliação dos sistemas e serviços de saúde.
-
Controle de Tabaco
Analisa como a Política Nacional de Controle do Tabaco se organiza e se materializa nos serviços de saúde, com atenção à governança, aos fluxos assistenciais, à coordenação do cuidado e às desigualdades territoriais que atravessam esse campo no Brasil e na América Latina, com ênfase na região pan-amazônica.
As perguntas que orientam o grupo emergem dos territórios.
São perguntas que nascem dos modos de vida, das distâncias geográficas, das redes de cuidado, das desigualdades persistentes e das formas próprias de produzir saúde na Amazônia. São também perguntas que tensionam modelos hegemônicos de formulação de políticas públicas, muitas vezes pensados para outros contextos e aplicados de forma homogênea a realidades profundamente diversas.
Na Amazônia, aquilo que frequentemente é interpretado como barreira, limitação ou insuficiência pode, em muitos casos, representar estratégias locais de adaptação, resistência e cuidado. Reconhecer essas respostas territoriais é também reconhecer o princípio da equidade, fundamento central do Sistema Único de Saúde.
O NORTE também assume como referência crítica a noção de vulnerabilização, em contraposição ao uso naturalizado do conceito de vulnerabilidade. Mais do que classificar sujeitos, populações ou territórios como “vulneráveis”, interessa ao grupo compreender os processos que produzem e aprofundam desigualdades.
A vulnerabilização não é uma condição natural dos povos, comunidades ou territórios amazônicos. Ela resulta de processos históricos, políticos, econômicos, ambientais e institucionais que limitam acessos, fragilizam direitos, invisibilizam saberes e produzem assimetrias na oferta de políticas públicas.
Ao adotar essa perspectiva, o NORTE desloca o foco da responsabilização dos territórios para a análise das estruturas que produzem injustiças. Essa escolha fortalece uma leitura ética, política e territorial da saúde coletiva, comprometida com a equidade, a reparação de desigualdades e o reconhecimento das potências locais.
Redes, Territórios e Equidade
- Produzimos conhecimento a partir do Norte.
- Pensamos a saúde desde os territórios onde a vida acontece.
- Redes são articulações de relações.
- São pessoas, serviços, instituições e fluxos que se reconhecem, integram, se complementam e sustentam o cuidado.
- Quando as redes do território não estão conectadas ou alinhadas em seus interesses e representatividade, as desigualdades aumentam.
- E quando se fortalecem, a saúde se expande.
-
Territórios não são apenas mapas.
São lugares vivos, marcados por cultura, ambiente, mobilidade, história, poder, soberania e identidade. Cada território produz desafios próprios e soluções singulares. -
Equidade é reconhecer diferenças para reduzir injustiças
É ofertar mais onde ocorreu maior escassez. É enfrentar barreiras sociais, geográficas e institucionais. -
A saúde na Amazônia é moldada pelo território
Na Amazônia, saúde depende de distância, acesso, renda, transporte, ambiente e presença do Estado. Por isso, compreender redes e territórios é essencial para promover equidade.
O que fazemos
- O Norte executa e articula pesquisas, análises críticas.
- Conectamos evidências científicas às realidades locais.
- Produzimos estudos aplicados.
- Fortalecemos o debate público, agregando a identidade regional.
- Apoiamos políticas orientadas pela justiça territorial e social.
Nosso ponto de partida